O fazer pedagógico, que se institui na relação professor-aluno e aluno-aluno, antecede, e vai além do específico momento da sala de aula, seja este um contato direto ou à distância. Tal fazer, é mediado pelo conteúdo em estudo, pelo campo teórico ou prático, em que a busca do conhecimento é a procura pelo saber acontecem no cotidiano escolar.
O planejamento é atividade necessária à execução das ações a serem desenvolvidas no período relativo à interação do processo de aprendizagem, onde todos falam e todos ouvem mesmo com divergências na construção do novo saber. Nesta ação em construção, aonde o professor conduz, por ter formação especial para tal fim, precisa entender que o aluno é também portador de habilidade em diferentes dimensões. Assim entendendo, o professor deve fazer da aula um espaço do aprender, enquanto responsável pela condução do processo na perspectiva de favorecer o diálogo, onde a fala deve ser assegurada, onde a crítica deve ser aceita e onde o direito de resposta não pode ser negado. O aprender deverá fluir a partir dessa relação, onde o aluno deve ser visto como alguém com apetite para conhecer, fazendo-se parceiro na busca da descoberta e contribuindo na formação integrada de todos os atores em sala de aula, sujeitos conscientes de que as dúvidas postas nem sempre são superadas no tempo reservado a este momento de interação. Portanto, é dever do professor propor a continuidade do diálogo em outro momento, onde todos se comprometam trazer resultado partilhado antes do início de novas atividades. Nem sempre o planejado se faz perfeito no momento da execução e nestas situações cabe ao professor confessar à dificuldade, explicitando aos alunos o desejo de compreensão pela falha e refazer o planejado, sem interrupção do trabalho em execução. Esta proposta do fazer pedagógico com os alunos, exige do professor habilidade no preparo do planejamento, para um menor esforço na execução do fazer no espaço do aprender, onde cada aluno e professor têm a contribuir na busca da descoberta de novos saberes. Nesta situação o aluno descobre que já sabia e o professor, de repente aprende. Da sala de aula (espaço do aprender) sai o professor com imensa carga de tarefas a executar, antes do próximo encontro com os alunos, a exemplo de corrigir atividades propostas para execução de tarefas pelos alunos, com vistas à avaliação de objetivos definidos no planejamento. À correção das tarefas, impõe-se o planejamento para o próximo encontro ou o replanejamento da proposta para correção do rumo, ação decorrente de um fazer pedagógico comprometido com o sucesso do aluno, onde o avaliar não se faz como forma de punir, mas de refazer, superando as falhas na execução do ato de aprender. Essas atividades do antes e do depois não podem ser mensuradas em tempo, como são mensurados os períodos do fazer com o aluno no espaço do aprender, período pelo qual se conta em minutos ou horas à retribuição pecuniária do professor, enquanto trabalhador intelectual, residindo na ausência da mensuração do tempo utilizado com estas tarefas à injusta retribuição pelo seu ofício. Esta não é prática pedagógica admitida como unânime no projeto político pedagógico das escolas, onde o fazer tradicional persiste com professores pilotando conhecimento e alunos ouvintes nem sempre atentos com as avaliações, onde a memorização é a tônica no processo de verificação e de aplicação dos corretivos nas notas de aprovação ou reprovação, sem a preocupação de retornar ao conteúdo não aprendido, na perspectiva da superação das dificuldades apresentadas na proposta do fazer com o aluno.
Nessa proposta do ensino com professor pilotando o conhecimento, não temos como negar a existência do esforço que antecede a aula nem o que decorre na sala de aula, devido o acúmulo de tarefas a corrigir.
O fazer Pedagógico
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terça-feira, 27 de setembro de 2011
O fazer pedagógico
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